Todas as bobagens e sacanagens serão perdoadas

O Brasil que queremos

Quinta-feira, Novembro 19, 2009


Se pudesse, me lançaria candidato a Presidente da República para as próximas eleições. Poder, teoricamente, eu poderia, mas não tenho apoio nenhum de empresários e, até onde eu sei, é o poder econômico que manda. Não; para mim não existe nada disso de equilíbrio entre os poderes. Até porque ainda não vi ninguém matar a fome dos miseráveis sem ter dinheiro envolvido na jogada.

Mas voltando ao assunto de ser Presidente, acho que a hora é muito propícia a lançar uma candidatura - no Youtube que seja - e oferecer algo novo. Ninguém mais no Brasil aguenta esse bando que está no poder já há 20 anos e só faz inflar a cultura acéfala da nação. E, pior, eleva a cada ano a corrupção e metem cada vez mais debaixo da merda os princípios de uma sociedade que tem tudo para evoluir.

Até mesmo os brasileiros mais estúpidos viciados em Big Brother e José Simão notaram que o Brasil ganhou, apesar dos muitos pesares, a oportunidade de sediar um Mundial e um Jogos Olímpicos. Chegamos a um nível muito alto, e não apenas por isso, mas pelo que representamos na América do Sul e América Latina hoje em dia.

Entretanto, se continuarmos com a cultura de empurrar com a barriga, da preguiça, do comodismo, do "deixa assim" ou da síndrome da seleção brasileira de: Já Ganhou, vamos é nos foder, isso sim! Porra! Tá na hora de acordar, dar dois tapas na cara e jogar uma água gelada no rosto pra despertar.

O povo perdeu completamente a confiança em seus políticos, que ademais, nem os chama mais de seus, porque ninguém quer a raça que toma as decisões pelo povo hoje em dia. Falar dos políticos made in Brazil no exterior, é motivo de vergonha para os brasileiros, estes sim ao verdadeira do país, porém que ainda não percebeu o quanto são capazes.

Se compararmos nossos brazucas com esse povo aí fora, vamos perceber que somos muito mais capazes do imaginamos e que os próprios gringos já notaram: por isso importam cérebros aí da terra selvagem e dos macacos dos Simpsons. "Quem desdenha quer comprar!" - isso, desde moleque eu ouvia e repetia, porque sei que quase sempre é verdade. Crianças são espertas, mesmo!

São espertas, mas nem tanto. Vivem tanto na era dos PCs que não sabem o que é mandar um político ir tomar naquele lugar pessoalmente, e faz isso por e-mail crente, mais que o Edir Macedo, que o parlamentar vai ler e, se chegar a bater os olhos, vai rir e agradecer por ter sido lembrado. O negócio está tão feio que logo trocam a primeira palavra da frase "Bandido bom, é bandido morto", pela "Político bom...".

E olha que já ouvi muita gente comentar, depois de ver matéria na TV que determinado político morreu, coisas do gênero, para pior. E vai ficar cada vez mais delicada a situação. O Brasil enfrenta um momento raro também. Vive uma evolução como potência, mas uma involução como nação e mais do que regressão sobre o trato político das coisas.

É como se esperássemos um salvador, mas não um desses tipo Getúlio ou que Lula tanto sonha ou pensa ser. Nada a ver exatamente de por o país nos trilhos. O trem (rápido) Brasil já está avançando, e muito mais do que um maquinista, precisa de um fiscal - ou uma porrada deles - para tirar o bando de corruptos que querem subir nesse bonde.

Não apenas entrar no trem, mas tomar o lugar de outras pessoas dignas que poderiam estar ali, mas não estão justamente por esses safados. Ainda mais lamentável é que conhecemos o conto da laranja podre que afeta todas as outras. Ou seja, mais a frente, vamos ser, além de lesados, atrasados. Porque para tirar um pilantra é fácil e rápido, mas para limpar um vagão inteiro de vagabundos, demora mais tempo. No fim, todos se atrasam e perdem a chance de alcançar seu sonho, logo ali na frente, por esses 5 minutinhos de retardamento.

No chiqueiro de Brasília

Quarta-feira, Julho 22, 2009


Atitudes recorrentes dos Senadores e Deputados Federais - poderia ser generalizado para toda a corja política brasileira – têm colocado cada vez mais em descrédito o Legislativo. Fica no ar qual é realmente a intenção dos parlamentares. Porém, até mesmo de longe (sem um binóculo), é fácil notar que não é a de corresponder aos anseios populares.

A ideia de terceiro mandato não receber praticamente nenhum parecer favorável por parte dos oposicionistas e até mesmo governistas, leva a crer, suavemente, em uma pouco (ou nem tanto), mas provável intenção e possibilidade de Lula tentar desmerecer ou desacreditar os outros poderes. Por mais maluca ou insana que pareça, certas atitudes e acontecimento levam a crer, de alguma maneira, na vontade do presidente se manter “getuliscamente” no poder.

Não é uma crítica a Getúlio, mas para quem se acha pai da nação, tal megalomania não é tão improvável. O Legislativo tem atitudes pitorescas e grosseiras em favor próprio. O povo descrê cada vez mais em seus “representantes”. O Judiciário, deixa a desejar em seus julgamentos, não condena os ricos e abandona os pobres. É essa a visão que se tem, quase sempre.

Enquanto isso, Lula se intitula protetor dos fracos e oprimidos. Aproveita-se da ignorância do povo em não saber distinguir governo federal, de estadual ou municipal, para chamar para si a responsabilidade das coisas boas, e transferir a culpa das cagadas para os outros, pois ele nunca sabe e não tem culpa de nada. Vendo por esse lado, o salvador, o Jesus Cristo brasileiro é o molusco mesmo.

Entretanto, para quem não é cego e percebe a jogada, sabe que ele se tornou, nos últimos anos, um dos maiores bandidos do país, e faz isso com apoio e condescendência do cidadão brasileiro. À medida que o Congresso protagoniza um escândalo atrás do outro, hora encenado por Sarney e demais senadores, hora por deputados donos de castelos, testa-se a paciência e leniência da opinião pública.

A rigor, o cidadão também está pouco se fodendo e entregue aos mandos e desmandos dos parlamentares, que legislam da maneira que melhor lhes convêm. A mídia, aqueles que chamam de quarto poder, tem perdido força também, pois quem lhe dá forças é o povo, e este já está abatido... entregue. A mídia só retomará seu potencial bélico literário quando souber incitar o povo, de maneira honesta e simples, sem vínculos, a tomar atitudes.

Protestos, passeatas e manifestações apenas são feitas com apoio político hoje em dia, com interesses particulares, e não sociais, de fazer o país melhor. Aqueles que querem realmente que o Brasil cresça e seja o lugar ideal para se viver, não estão filiados a partidos, mas em suas casas preocupados como vão pagar as contas no final do mês para bancar as farras políticas dos congressistas, ou trancafiados para se proteger de outros tipos de bandidos que deveriam estar presos. O papel da mídia deveria ser mais que informar, mas agitar para que levantem a bunda do sofá e façam mais do que mandar um email para os parlamentares. Veremos, no fim, quem irá perder.

O reflexo

Sábado, Julho 11, 2009


Existem dias que são como despedidas. Nascem melancólicos por si só. Quando os primeiros raios de luz começam a iluminar o céu, e ao abrir os olhos, logo pode-se notar que aquele dia começou triste, com algo errado, com ele, ou com você.

É engraçado como a vida nos presenteia, da mesma forma, com dias perfeitamente ruins, mas magicamente cheios de informação, de conhecimento. Você descobre (ou recorda) que um golpe físico que parecia por demais dolorido, não chega a ser tão temível assim.

E durante aquelas mesmas 24 horas, lhe é mostrado que um golpe emocional é muito mais doloroso do que uma agressão física – voluntária ou involuntária. Fica enraivecido com a própria ingenuidade de ter caído pela segunda vez na armadilha da confiança, de ter acreditado em quem ou de uma forma que não deveria.

Não se conforma como pôde, por duas vezes, ter se deixado levar e enganar por leviandades. Características do seu ser, do âmago, muito íntimas e ligadas à sua personalidade lhe armaram essa cilada. Você permitiu, de novo, isso acontecer, mesmo tendo alertado a si próprio, logo na primeira vez, que não mais deixaria.

Curioso como a distração de baixar a guarda por um instante que seja, lhe ensina lições que podem ser para o resto da vida. Pois, se a primeira vez não foi suficiente, a segunda pode ser ainda mais dolorosa, ou mais anestésica.

Ensina-lhe da mesma forma, independente do sofrimento, mas dependente da sua atenção, sempre, observar ao seu redor. O simples fato de viver não é tão fácil quanto parece e, quanto mais inocentes e fúteis são nossos objetivos, pior é a dor da perda ou da impossibilidade do alcance de nossas metas.

Não saber o porquê, e nem como perdeu algo que tinha em mãos, é doloroso sempre. Mas depois de apresentado à sua falha, você se lembra, traça e conhece e reconhece todo o enredo por detrás da derrota.

O ser humano é desgraçadamente cruel e bondoso ao mesmo tempo. Talvez dependa da situação ou da índole. Todos, de uma maneira ou de outra, não queriam ser exatamente quem são. Nunca estamos satisfeitos.

Existem momentos que queremos sair de nossos corpos, como fênix enfurecidas, renascidas das cinzas, e dar a volta por cima, mas nem sempre podemos. Entretanto, muitas vezes tentamos, ou ao menos prometemos, naquele instante de raiva, que será diferente dali em diante.

A perseguição desse novo ideal, do novo ser, depende da ambição de cada um. Se o seu objetivo é nobre ou não, tanto faz. Não existe entidade superior alguma que faz justiça, pois não é ela que no final sempre prevalece.

Pergunte por aí. Tente encontrar alguém que não diga que tenha sido injustiçado pelo menos uma vez, pela vida, pelo destino, por alguém ou a qualquer coisa que seja que ele queira colocar a culpa.

Se houvesse uma poção mágica para descobrir, que tipo de louco, de outra pessoa que eu seria se saísse de dentro do meu corpo, eu tomaria. Tenho medo de me transformar em alguém ruim e decepcionar àqueles que considero especiais.

Em pouco tempo é possível aprender muitas lições e ligar as peças dos acontecimentos. Mesmo sem acreditar em algo superior, o ser humano possui a supersticiosidade.

Pequenos fragmentos que marcam o dia são essenciais de serem lembrados no momento de reflexão. O dia comum se torna especial, pois será de meditação e construção de novos objetivos ou um novo ser.

Você se recorda desses detalhes e, a partir daí, começa a montar uma trilha que irá te levar a uma conclusão. Mudar ou não? O que fazer? São apenas duas perguntas entre muitas que você irá fazer quando parar e pensar.

A vontade, no caso de revolta, será de se tornar um louco, passar a falar mais as coisas que você reprimiu, ou de conter mais a sua boca. Diante de tantas características próprias, a busca é apenas pelo equilíbrio ou da falta dele, mas que te faça uma pessoa melhor.

Você não quer ser mais uma pessoa normal, pois descobriu que ser normal é ser fraco, lhe confere defeitos que ninguém quer ter. Quando nos recolhemos para raciocinar nesse tipo de mudança, o que queremos é nos tornar pessoas mais inteligentes, espertas, interessantes e, fisicamente e emocionalmente, mais vigorosos, pois sempre viveremos a lei do mais forte.

Na trilha certa

Terça-feira, Abril 07, 2009




É conveniente aproveitar essa noite, início de madrugada, para colocar alguns pingos nos “is” em certas coisas que dizem respeito ao que tem ocorrido na minha vida nos últimos meses. Aproveitar a insônia – nada repentina, mas cotidiana – e descer os dedos nas letras corretas e buscar respostas e palavras corretas no meu inconsciente – maluco! – e tentar retratar o que se passa na minha cabeça nessas infinitas horas de autoconhecimento.

A cama já não deve suportar mais a reviravolta da minha mente durante as poucas horas que fecho os olhos e procuro descansar ao fim do dia. Acordo com o lençol enrolado no pescoço, porém nada ligado a uma tentativa de suicídio. Mesmo que inconsciente tenho o desejo de permanecer vivo e finalizar muitas coisas que ainda nem comecei a colocar em prática.

São raras as ocasiões que não acordo durante a noite. Pesadelos? Nenhum. Pelo menos nesses últimos dias, não. Sequer dos sonhos eu me lembro... isso quando sonho. É aquela sensação do inconsciente que quer te dizer alguma coisa, mas que de alguma forma existe alguma barreira que te impede de ouvir, ou compreender.

Esse ruído dentro da cabeça que não me deixa sossegar deve ser na verdade o acúmulo de atitudes que tomei durante esse período. Coisas que fiz ou deixei de fazer... que programei ou prometi que faria, e nem comecei. Promessas que quebrei comigo mesmo. Irresponsabilidade inflexiva.

Eu nem mesmo sei porque enfiei na minha cabeça que tinha que sossegar, parar com a vida de libertino. Nunca fui chegado a um relacionamento sério, entretanto nem sempre foi por minha culpa. Apenas não encontro absolutamente nada que me faça sentir algo verdadeiro. É foda não conseguir amar ninguém.

Meu coração já deve ter virado pedra, ou apenas não encontro alguém que eu ache que mereça tudo o que eu tenho para dar. De uma das poucas coisas que eu tenho consciência é do quanto eu posso gostar de alguém, e posso fazer alguém feliz, e não é pouco. Ainda assim paro e penso se devo sair por aí e distribuir, em doses homeopáticas, tudo isso ou guardar para a hora certa.

Para a minha tristeza percebo, a cada dia, que vou ter que seguir com essa entrega delivery de amor até que minha vida de libertino e a trilha de migalhas de pão leve a pessoa correta até à porta da minha casa, ou do meu coração. Durante essa caminhada, espero aprender bastante, o suficiente para saber como cuidar do meu amor quando ela chegar.

Notas mentais

Domingo, Abril 05, 2009

Duas coisas... pelo menos por enquanto:

- Não são músicas, escritores, livros, intelectuais ou seja lá quem ou o que for que não deixam de ser atuais. É a merda do país que nunca muda mesmo, e as coisas mudam, mas ao mesmo tempo permanecem da mesma forma como sempre foram. É uma grande bobagem engrandecer alguém ou algo por retratar o Brasil como ele é. Algo para mudá-lo, é que demora para aparecer.

- Às vezes seria bom contar com um botão de "restart" para várias coisas, principalmente para acontecimentos e nossas vidas. Falando de uma maneira bem nerd, seria muito bom que houvessem aqueles "save points" como nos jogos para recomeçarmos do mesmo ponto caso façamos alguma enorme CAGADA!

Na crista da marola

Quarta-feira, Fevereiro 04, 2009

Minha vontade é de dar um tabefe na careca do Obama logo no início do mandato dele. Eu não sei se é estratégia, mas acredito que não seja, porque errar logo de entrada não é lá uma jogada muito esperta.

Where's the real change? Porra! O cara tem apoio massivo da população não só estadunidense, mas de grande parte do planeta para fazer uma plástica na cara de cu dos EUA e ele começa com más escolhas? Ah não!

Depois de ver que quatro políticos selecionados por ele tem o nome sujo - essencialmente pelo não pagamento de impostos - e que dois deles pegaram suas trouxas e decidiram nem entrar na Casa Branca, a coisa ficou estranha.

A outra metade dos que não são lá exemplos de ética na política, ficaram porque a equipe afirma que são peças fundamentais na gestão de Barack. Certo, mas o que ficou de lição dessa historinha, que pelo visto só começou, foram duas coisas:

- Político é corrupto e pilantra em qualquer lugar. Mas é fruto do próprio sistema. Acho difícil - ou até mesmo impossível - que exista algum representante público que tenha ficha limpa

- A outra lição é que o Obama deveria se tocar que ele tem apoio, aparentemente, da mídia que nenhum outro político já teve. Todos anseiam por mudanças, mesmo que isso signifique uma nova crise. O que as pessoas querem são modificações, pois isso transforma-se em esperança, e não é só no Brasil que as pessoas a tem perdido. O mundo todo está cansado de ver tudo continuar a mesma coisa, até mesmo os mais acomodados. Ou o Barack aproveita a marolinha (Lula!) ou essa onda vai dar um caldo nele no raso mesmo...

Férias

Quinta-feira, Janeiro 08, 2009

Resolvi me dar férias por uns tempos, mas esse post não quer dizer que eu tenha voltado. Apenas estou sem assunto, sem sugestão de leitura, sem tempo e sem o menor saco.

Mase de qualquer forma eu pretendo voltar a atualizar o blog aos poucos, novamente, nesse ano que acabamos de penetrar. Aliás, boas entradas a todos e tomem cuidado com as novas regras da língua portuguesa, porque ficou a cara do Brasil: uma putaria!

Educação de cu é rola

Quinta-feira, Novembro 13, 2008

Ultimamente tenho pensado muito na hipótese de fumar um baseado para ver se sai algum texto diferente, ou então para tentar encontrar aquele ócio produtivo de antigamente. Mas descartei a idéia porque me pareceu estúpida demais. Quanto ao ócio, faz tempo que não sei o que é isso. Até mesmo as noites andam mal dormidas.

A questão das drogas irá voltar mais adiante nesse artigo, mas vamos com calma. O alvo desta vez é a educação do país. Nem adianta discutir a educação internacional, até porque o mais bobo dos bobos sabe que o problema é global.

A forma como acompanho os acontecimentos é através dos noticiários, televisivos, radiofônicos, digitais ou impressos, mas também existem aqueles casos que não saem na imprensa pelos mais variados motivos, principalmente pela falta de espaço. Ouço, então, histórias através do boca-a-boca.

Não é confiável, mas ultimamente as informações que recebemos dos meios de comunicação teoricamente imparciais também não têm sido, portanto, que diferença faz? Gostaria de desenrolar o assunto por esse rumo da veracidade das informações, entretanto não é bem por aí que quero seguir, mas vale o comentário.

Antigamente, algo em torno de 10 anos atrás, não se questionava tanto a origem das informações ensinadas nas escolas. O tema de “teoria da conspiração”, também não era colocada em pauta, bem como o porquê daquele assunto ser importante para formação do aluno. De algum tempo para cá, isso mudou.

As intenções desse debate podiam até ser boas, mas acredito que o foco se perdeu e sobrou para os estudantes apenas as dúvidas e as próprias conclusões, sem base alguma. Para uns, aquilo que é ensinado não faz sentido algum a não ser aprender ou decorar para tirar notas, passar de ano, entrar na faculdade, se formar, ter um emprego e etc. Enfim, um roteiro pré-escrito de milhões de vidas.

Sem interesse na aula, o aluno não vê mais sentido em freqüentar as aulas, a não ser para convívio social que, se não fosse a escola, estaria cada vez mais restrito ao virtual com quase absoluta certeza. O ser humano necessita do convívio, porém o contato pessoal às vezes parece que não é mais tão valorizado.

A escola se tornou mais um ponto de encontro do que uma instituição de ensino. Os alunos marcam de se reunir na escola para debater as banalidades que todos os jovens sempre discutiram, mas além disso, as baladas que aconteceram e as próximas que vão acontecer. As drogas básicas continuam sendo as bebidas alcoólicas e os cigarros. Isso ainda não deixou de ser um abre alas para a socialização.

Mas quem precedente para drogas ainda piores foram os avós ou pais desses jovens. Em outra época cigarro e álcool eram coisas super descoladas, hoje isso não é nada. Há uma necessidade de ultrapassar limites a todo instante, do corpo e na quebra de regras.

Quando se trata do corpo, o estudante não quer saber dos traumas e reflexos a curto ou a longo prazo na vida dele. Ele apenas pensa que se com os adultos de hoje nada aconteceu, com ele também não irá acontecer, sem citar os riscos de vício ou morte por overdose. Enfim, é um adulto que realmente não vai existir para servir de exemplo nesse caso.

Na quebra de regras, não existe mais o engajamento político que um dia houve – mesmo que contado de forma bem exagerada. Os jovens só querem saber de se divertir e aparecer. Para isso fazem qualquer coisa, não importa o que seja. A intenção é ter fama, ser visto e nada mais. Não há respeito com professores, pais ou até mesmo amigos.

E se já estamos decepcionados com os exemplos de políticos e adultos de hoje, esperem então para essa nova geração que vai vir, espelhada na sociedade de na qual ninguém é punido, filhos da pátria sem Justiça. Alguns podem dizer que justamente pelos maus exemplos é que o Brasil vai melhorar, eu digo que vai continuar o mesmo ou piorar, pois ao passo que as coisas andam, a cada dia tudo se banaliza mais e mais, inclusive a educação dos nossos jovens.

*Sem revisão, para não perder o costume

Roteiro da fama

Quinta-feira, Outubro 23, 2008


Para virar popstar, vale tudo. Levando em conta todo o caso do seqüestro mais longo registrado na história de São Paulo, precisamente na cidade de Santo André, se tirarmos a parte trágica, fica fácil pensar em uma teoria maluca, aos moldes daquelas de conspiração.

Tenho acompanhado os filmes que têm saído nos cinemas ultimamente, e qualquer roteiro perderia facilmente para uma possível história de se tornar uma popstar, brother ou sister de algum programa de reality show, como essa que vou contar. O trauma dessa menina que sobrou viva, dos familiares – dos mortos e sobreviventes – e todos os envolvidos deve, sem dúvida, ser grande, mas imagine só se tudo isso foi um plano mal executado para alcançar a fama.

Uma família desestruturada é um bom começo, e um início do caminho para essa idéia maluca mas, pense só: duas garotas que são razoavelmente bonitas, de classe baixa, são minadas todos os dias pelos apelos da propaganda e da mídia para consumirem e serem alguém (consumindo) - o que para uma pessoa de periferia é ainda mais difícil. De repente elas decidem que querem ser famosas.

As relações com amigos de amigos e amigos próximos que têm contato com drogas, armas (sexo e rock ‘n roll) é fácil. O acesso é quase que totalmente livre. Levando em conta que esses jovens devem assistir muita televisão e filmes americanos – acho que o mesmo tem acontecido comigo já que estou escrevendo essa maluquice, mas é assim que funciona –, eles devem achar que fazer loucuras é normal e, logo, também pode trazer fama.

É só ver o pessoal do Jackass. Bando de estúpidos, só fazem merda, ficaram famosos e razoavelmente ricos. Como anunciaram que os olheiros estariam a procura de novos integrantes do reality show, começaram os acontecimentos absurdos. Ensaios quase que pornográficos, tentativas frustradas de chamar a atenção através da mídia que nem sempre é eficiente para notar esses casos.

No interior há pouco tempo um caso que daria um ótimo roteiro de filme de terror foi de um rapaz que cortou o pênis e a mão direita – tenho quase 100% de certeza que ele cortou o pênis primeiro – e disse que fez aquilo porque deus quis. Depois foram descobrir que o espírito açougueiro tinha baixado nele alguns dias antes e que ele havia feito aquilo de arrependimento, “só” porque tinha fatiado a mãe e os cachorros. Não satisfeito, botou fogo em tudo, comeu alguns pedacinhos e enterrou, como um bom filho de deus.

Vamos resumir a história, como qualquer outro roteiro hollywoodiano. Os colegas bolam um plano infalível – parecidos com aqueles do Cebolinha para roubar e destruir o Sansão, coelhinho da Mônica – para atraírem a atenção da mídia e depois, com ajuda divina – classe baixa sempre acredita em deus – ficarem famosos.

A idéia era chamar a atenção para todos eles com um seqüestro, uma história de amor que terminaria bem. No grupo existem dois casais e mais dois amigos, um deles que tem uma paixão antiga e oculta pela amiga que namora o melhor amigo. A idéia original era de que, como são todos menores de idade, um deles seja o vilão e depois os amigos aliviem a barra e ele sofra apenas algumas conseqüências leves. Na pior das hipóteses ganha um programa de televisão durante a madrugada sobre recuperação de adolescentes criminosos depois de recuperado.

Surge então a idéia desse amigo tarado – o do amor platônico - para que ela termine o namoro com o ditocujo. Como ele sabe que o pinto do cara é pequeno, ele pede para que ela fale que vai acabar o relacionamento justamente por isso e que vai contar para todos os amigos se ele insistir. E que se ele fizer alguma coisa, a melhor amiga já sabe de tudo.

Perfeito. O rapaz fica completamente alterado. Fica uma semana em casa de mal com a vida até que alguém liga para ele para avisar que o aquele amigo tarado e outros casais estão na casa da ex-namorada fazendo uma festinha e tirando sarro da cara dele. Ele fica louco, pega uma arma com um mano da biqueira amigo dele e vai até lá tirar satisfações.

Tudo conforme o planejado. A situação fica sob controle até que toda a mídia tenha tomado conta do quarteirão com caminhões com links diretos para os jornais nacionais e tudo mais. Aos poucos ele libera os reféns, mas ele não entende o plano e não aceita que aquilo tudo tenha sido apenas um projeto, mas um conluio.

Que se ela gostasse realmente dele não teria feito aquilo, que ela poderia ter contado ou se negado e assim por diante. Aquele diálogo moral e besta de discussão de relacionamento que não leva a nada a uma altura dessas.

Percebendo que algo deu errado, a amiga volta para tentar negociar. Os diálogos não fazem sentido nem mesmo para ela, que nota que algo está errado e então ela resolve voltar para dentro da casa e explicar tudo. Para ela era simples, mas quando ela entra e vê as condições da amiga e o estado emocional do amigo, se dá conta que é tarde demais para voltar atrás. Porém tem uma idéia.

Ali ela encontra uma ótima oportunidade de direcionar todos os holofotes apenas para si própria. Nisso ela maquina um plano – nesse momento o filme a mostra de costas para o casal e o pensamento dela em voz alta com caras e bocas de malvada – para só ela se dar bem já que o amigo está fora de si.

Ela incita o jovem a atirar, mas sem a melhor amiga ver – pode ser na frente da amiga, para dar aquele clima de filhadaputagem maior ainda – o que não demora muito a acontecer. No início ele se nega, balbucia, mas atira... apenas ao lembrar dos momentos em que ela estava feliz ao lado dele – ele se arrepende, pois acredita que foi tudo pérfido.

A polícia invade o apartamento. Ao se dar conta do que fez, ele ainda tenta atirar na outra garota, mas a polícia o impede e ainda realiza um disparo acidental contra ela. Tudo estava planejado, menos esse ferimento. Como apenas ela, teoricamente em sã consciência, estava no local do crime, o que vai valer principalmente é o depoimento dela.

Na prisão o rapaz vai demorar para entender tudo o que aconteceu e, quando a ficha cair e ele contar a história que a ex-namorada tentou lhe explicar, nem ele, nem a polícia e nem a opinião pública vai acreditar, pois quem é que vai dar ouvidos a um assassino maluco? A garota, no fim, não vai ser convidada para participar do reality show, mas com seus 15 minutos de fama um empresário a procura e contrata um jornalista para ajudá-la a escrever um livro sobre tudo o que passou. Fim.

*sem revisão, como sempre

Perdidos no espaço

Sexta-feira, Outubro 10, 2008

A falta de atualização do blog é decorrência, talvez, da falta de assunto do autor, ou seja, eu mesmo. Não tive tempo de ver as bizarrices das eleições como costumava fazer antigamente. Deveria ficar feliz, mas fiquei triste, afinal nada mais cômico do que ver que tipo de pessoa quer conquistar o meu voto. Para sorte delas, elas não vêem os sinais ou as expressões que eu faço, ou ouvem as criticas que eu faço.

As eleições já viraram um grande circo, uma queda de braço entre marqueteiros para ver quem treina melhor o candidato e transforma o lobo em cordeiro. Para ver quem tem a melhor retórica, eloqüência e capacidade de mentir na maior cara de pau, sem piscar.

Enquanto eu como pizza, assisto um pedaço do jornal e vejo a cara estampada de Marcos Valério na tela da televisão. Depois, vejo como as pessoas esquecem a inconformidade e voltam ao jogo da série B ou C do Campeonato Brasileiro de Futebol. No país do futebol, só se fala... em futebol. No país da roubalheira, só se fala em bandidos, dos que roubam manteiga aos de colarinho branco.

Esses últimos, coitados, são perdoados pelo povo ou pelos Ministros, Juízes ou qualquer uma desses que tem o poder para tal. Durante os últimos dias acompanhei alguns julgamentos pelo canal da TV Justiça ou algo assim. Mais do que um tribunal, o que eu vi mais parecia uma roda de amigos reunida para resolver logo o que eles devem chamar de "alguma coisa".

Para virar uma roda de bar, faltou a cervejinha - chame o táxi! - uns amendoins e as mulatas requebrando ao som de um sambinha. Em uma cidade do interior um ex-prefeito que havia sido condenado por formação de quadrilha, extorsão e mais dois outros crimes pelos quais não me lembro muito bem. A única coisa que me recordo é que ele foi absolvido e, como foi o candidato a Prefeito mais votado da cidade, foi eleito e deve assumir no próximo ano.

Pior que ele ter sido eleito, foi ter ouvido que alguns votaram na figura porque ficaram com "dó" por ele ter ficado preso. É mole? O cabra rouba, usa do cargo para enriquecer, ameaça pessoas e o povo fica com... dó. Vai para a puta que o pariu!

Eu não sei se comentei, mas um dos candidatos a vereador de Campinas foi um dos maiores ladrões de banco e joalheria da cidade na década de 70. Até onde eu sei, ele não foi eleito, mas fiquei de ver quantos votos ele conquistou. Em Holambra, cidade próxima à Campinas, um outro vereador em fim de mandato também acabou preso por tráfico de drogas.

Ninguém na cidade quis comentar o assunto, mas todos sabiam que ele ele estava envolvido até à cadeira do legislativo nisso. Agora, no finalzinho, conseguiram pelar o danado. Será que vão ficar com pena dele também? Sobre a falta de assunto do blog e de nexo desse último post, acredito que seja culpa das minhas companhias, principalmente das garotas de balada que eu tenho me relacionado. Enfim, todo mundo precisa ter um tempo de cabeça de vento... e nesse momento acredito que passo pelo meu.